quinta-feira, junho 01, 2006
Um caminho dois destinos (uma nota literária)
São o podre.
Não posso com o cheiro. Vou-me afastar. A merda seca e o cheiro passa. Pode ser que com o tempo adubem qualquer coisa: talvez uma revolta.
Existirá alguém com bom senso neste país? Confesso que já perdi o meu, não se nota?
Sinto um verdadeiro desprezo pelo que este país se está a tornar.
Tenho esperança em deixar de ser professor e arranjar outro emprego ou estabelcer-me por conta própria. Melhor ainda seria sair do país (afinal já temos portugueses a nascer em Espanha). Não tenho medo de trabalhar. Tenho mais medo deles. São a Pide de hoje e escreve-se apenas com duas letras: PS.
P.S. Sabemos hoje que afinal não tinham dito tudo.
Estamos fodidos.
quarta-feira, maio 31, 2006
Lutar contra a Calúnia
http://www.petitiononline.com/piprep/petition.html
terça-feira, maio 30, 2006
Que morra

Confesso a minha apatia. Já nem sinto. O luto (como cidadão)que atravessei no último ano permitiu-me encarar estas noticias que vêm nos jornais e a proposta do ECD com apatia. Estarei vacinado? cansado? Penso que não. O meu luto já passou encaro com serenidade um desaire anunciado. Aguardo, já sentado, o enterro da educação do sistema de ensino público(como a entendo). Não quero anunciar desgraças, não sou mensageiro nem vidente mas também não sou cego. Já ando por estas bandas à tempo suficiente para perceber que o meu filho andará sempre em escolas privadas. Possa eu paga-las. O abastardamento, ou neste caso tendo em linha de conta a responsavel o avacalhamento da educação é enevitável. Espero que apenas que na educação porque se isto é o espelho do resto do país então estamos mesmo tramados.
Não me choca a avaliação dos docente. Ao longo do último ano tenho vindo a reflectir sobre esses aspectos. O que me choca é o lado pidesco e persecutório na instituição escola. Vamos ter docentes (que sem mérito, habilitações mas por antiguidade) no topo da carreira a avaliar outros possívelmente mais habilitados. Teremos bachareis a avaliar Doutores e Mestres. Teremos esses colegas a usar esse fardo de avaliar os outros a seu belo prazer. Na distribuição de serviço por exemplo. Mas não só. Que fará o recém chegado professor ao olhar para os seus colegas sendo uns os avaliadores e outros os futuros avaliadores. Existe uma hierarquia de poder assente no que uns podem dizer dos outros. Não em mérito fundamentado, com prestação de provas públicas mas assente num principio que inquina desde já essa coisa do mérito. Os de hoje escolhem os de amanhã. E não estou a ver um pardal a escolher uma vaca para parceira.
Está tudo enquinado. A carreira dos educadores de infância é a mesma de outros com formação mais profunda e técnica. O conhecimento é ignorado por outro coisas vagas como especialista em ciências de educação é pau para toda a colher.
É tudo poder, perdão está tudo podre.
Recuso-me perante esta maioria partidária, obstinação e estupidez a reagir racionalmente. Faço-o emocionalmente com o direito que me assiste à indignação.
terça-feira, maio 16, 2006
As minhas desculpas
sábado, maio 13, 2006
A perigosa linguagem dos números
Professor do ensino superior
SANTANA CASTILHO
8 Maio 2006 - Publico
quinta-feira, maio 04, 2006
PIDE - Politicas de Investigação e Desenvovimento da Estupidez
Corre a notícia, que ainda não pude confirmar, de que os alunos de 11º ano realizarão um exame nacional a Matemática já no dia 19 deste mês. Nada de estranho não fosse o caso de nem os alunos nem professores terem dele conhecimento a poucos dias da sua realização.
Este exame que ao que pude apurar terá algum peso na classificação dos alunos mas visa principalmente avaliar o estado de cumprimento dos programas da disciplina.
Será a primeira vez depois de muitos anos que temos um estado inquisidor, persecutório, pidesco e simplesmente estúpido. À sua cabeça uma ministra que para implementar as suas politicas diminui primeiro perante a opinião pública aqueles que considera os inimigos das suas politicas e depois aplica medidas de cima para baixo de forma cega e inconsequente.
É óbvio que uma coisa destas não é de gente séria. Pretende apanhar uma classe de surpresa usando como isco os alunos. Todos sabemos as dificuldades que os professores de matemática enfrentam face a um insucesso que é da responsabilidade de programas irresponsáveis idealizados e remetidos às escolas nos tempos guterrianos da conversa fácil.
A verificar-se é apenas mais uma atitude vinda de uma instituição governamental cujo objectivo é aplicar medidas de fundo com consequências económicas e não educativas.
Com uma ministra assim a desgastar e a desprestigiar a imagem dos professores não admira que toda a comunidade também atire pedras.
Mas, agora que já conhecemos o estilo, sabemos o que nos espera.
sábado, abril 29, 2006
A ministra mexe
Atente-se neste excerto retirado de uma notícia publicada no DN:
Maria de Lurdes Rodrigues não falou em cortes, mas admitiu que a despesa salarial já é muito superior ao desejável: "O último relatório da OCDE frisava aquilo que já é um dado conhecido: o peso dos salários no total do nosso orçamento é de 93%", referiu. "É uma situação distinta de toda a União Europeia e mesmo no espaço da OCDE em que a média ronda os 75%." Em 2005, os salários pagos na esfera do Ministério da Educação corresponderam a cerca de 5 milhões de euros, 58, 4% de todas as remunerações fixas do Estado.
A última frase é a mais importante pois educa quem lê ao explicar que cerca de 60% das remunerações pagas pelo estado são absorvidas na esfera do ME. Dá-se a entender que é necessário reduzir em 18% o peso das remunerações pagas pelo estado e que sendo o ME onde se verifica o grosso da despesa será aí que a qualquer alteração surtirá maior efeito.
A redução de contratados e rentabilização do pessoal é uma forma de reduzir a despesa pelo que o número de horas/homem deverá subir implicando um aumento da carga horária e mecanismos alternativos de substituição de docentes que evitem a contratação temporária.
Outra das medidas a esperar é a implementação da técnica do cão de caça. A ideia é uma perdiz e dez cães de caça. Todos darão o seu melhor para ficar com a perdiz mas apenas um será recompensado. Desta forma a flexibilização de horários, da sua carga e funções docente associadas a uma avaliação “meritocrática” deixará a melhor perdiz a quem estiver na disposição fazer um pouco mais que o seu colega do lado. Tudo isto debaixo do olhar atento de um qualquer peer disposto a relatar os progressos na sua escola.
Gestão de espectativas
quarta-feira, abril 19, 2006
Os ministros passam o país fica
quinta-feira, abril 06, 2006
Marionetes, ou simplesmente gente simples.

Esta é uma missiva que me foi dada a conhecer por um colega a propósito de um artigo publicado no Jornal de Negócios.
Assim depois de ler a coluna do Senhor Sergio Figueiredo leia-se o comentário do colega que indignado se lhe dirigiu.