segunda-feira, janeiro 30, 2006
Intervalo maior, uma meia de leite e dois dedos de conversa.
Que comportamentos!
-À medida que o tempo passa percebe-se que existe um desconforto crescente, mas também um lavar de mãos... Querem que passe 50%? então tomem estes. São os 50% melhores da turma....
-Que andamos a fazer? os tipos estão quase no 12ºano e não sabem nada, espero que não escolham Física senão o Paulo fica lixado.
-Os putos não sabem nada, mandei fazer o mesmo gráfico que demos na aula e mais de metade da turma nem olhou para ele....
-Dei teste ontem. Assinaram e perguntaram-me se podiam sair mais cedo. disse logo que não, que tinham de ali estar até ao fim. Resolveram então fazer as de escolha múltipla e as verdadeiras e falsas.Depois ficaram para li especados a olhar para mim o resto do tempo....
-já pediste?
-não! D. Amélia é uma meia de leite que não tenho tempo para mais.
sexta-feira, janeiro 27, 2006
quinta-feira, janeiro 26, 2006
Um pedido
quarta-feira, janeiro 25, 2006
Pib ou pimba?
De acordo com o relatório Education at a Glance - 2005 , Portugal encontra-se dentro da média dos países da OCDE no que diz respeito aos recursos financeiros e humanos investidos na educação. Quanto aos recursos financeiros, Portugal investe 5,7 por cento do PIB em educação, valor superior à média dos países da OCDE que se situa nos 4,9 por cento.
Não posso deixar de perguntar se os nossos dirigentes (ministros, deputados, etc) também fazem comparações idênticas quando olham para o que recebem mensalmente dos contribuintes - o seu salário e afins. Se é que se pode falar de salario, pois é evidente que é extorsão.
E não lhe chamem nomes como reformas é extorsão, falta de caráter, delapidação. São uns porcos.... (lembram-se do livro... ou do filme...)
Avaliação- notas soltas
A avaliação dos alunos deve ser contínua, dizem. Não discordo mas no que respeita à sua componente formativa. Nesse sentido deve ser descritiva e construtiva. Por isso deve ser contínua. Deverá ser mais qualitativa e menos quantitativa. Deverá privilegiar o progresso do aluno.
No entanto no final de um percurso impõe-se que a avaliação seja sumativa. Quando digo impõe-se sublinho sobretudo a necessidade de o fazer por imperativos de aferição e não por razões legais. Falo da importância de saber se os progressos realizados correspondem às exigências curriculares.
Nesta linha os exames não comprometem ninguém, pelo contrário dignificam o trabalho sério, com objectivos claros e conhecidos por todos.
No entanto é extremamente difícil, na prática, articular a avaliação formativa com a necessidade de atribuir níveis ou classificações. Legalmente apenas a classificação do último período (se a memória não me engana) é considerada sumativa devendo este juízo ser globalizante.
A avaliação formativa serve o aluno mas também o professor devendo este adequar as estratégias de modo a obter (gosto disto pois implica alguma magia, não acham?) os melhores resultados.
Caso não os obtenha o professor é o penalizado. Para começar tem de justificar o fraco rendimento dos alunos, depois planos de recuperação o que leva a mais papel. Papel, papel papel….
No que respeita ao alunos estes não podem ser penalizados por não se ter ainda encontrado uma “cura” para o seu problema. Por isso mesmo devem passar até que um dia descobrem que não estão a fazer nada na escola, já no ensino não obrigatório repetem duas ou três vezes o mesmo ano e retiram-se.
Estou Revoltado -Factos
• Dessas 26 horas 4 não são consideradas lectivas mas eu estou com alunos
• Essas 4 horas não são pagas
• Tenho um horário com "furos" tempos que dificilmente consigo aproveitar e que passo na escola de forma não proveitosa,
Hoje tive alunos para as aulas de recuperação (um nível que não leccionava) e fiz uma substituição de um colega. Quando chegou a hora de ir ter com os meus alunos do 7º ano já estava saturado.
Durante a aula de substituição e a aula de recuperação o trabalho não se tem revelado frutífero.
Esta m.,,, é uma grande palhaçada. Até me esqueço que estou a trabalhar de borla o que me custa engolir é o facto de andar a fazer de conta. Estas horas a mais pesam e têm implicações na qualidade do meu trabalho, na minha disposição e muito sinceramente afectam a minha dignidade. Não andei a tirar uma licenciatura de 5 anos e mais dois de mestrado para aturar esta palhaçada.
Hoje pediram-me para contar as faltas dos alunos das aulas de recuperação - mais trabalho. São cinco turmas, cinco livros de ponto dispersos enfim burocratas. Mas o mais ridículo é pedirem-me que faça um relatório dos progressos dos alunos. Alunos que não conheço e que apenas vi quatro vezes. Não deve ser o professor da disciplina a averiguar se existem progressos? Tenho alunos que estão a faltar às aulas de recuperação (olé) e ficarão excluídos das mesmas. Está na cara que irão chumbar. Mas perderão realmente o ano? Quais as consequências reais para estes alunos?
A Sr.ª Ministra anda de chicote mas um destes dias ainda perde um olho. Não se brincam com coisas sérias.



